A DSI sempre existiu, porque a fé cristã, em qualquer parte e em qualquer época, tem consequências sociais. Mais especificamente, chamamos DSI ao “corpus” de documentos socais papais compreendidos entre a Rerum Novarum (1891) e a Centesimus Annus (1991).
A DSI provém de toda a Igreja, mas podemos concretizá-la nos documentos que têm como autores os papas e as grandes assembleias (Concílio e sínodo). De notar que, em geral, os papas elaboram os documentos consultando os bispos. A DSI é elaborada pelos papas e aplicada pelos cristãos.
A DSI enquanto tal está inacabada. É aberta e dinâmica nos seus conteúdos. Nasceu para responder a determinados problemas sociais e evolui à medida da mudança social. Está em constante evolução. Há propostas da DSI que estão datadas. Estão ultrapassadas devido à dinâmica social. Há temas novos e novas respostas para novos problemas.
As propostas da DSI destinam-se a toda a sociedade e a todas as pessoas e não apenas aos cristãos católicos.
São fontes da DSI: a Bíblia (principalmente o Evangelho) e a Tradição (ao nível dos princípios). As ciências humanas, as abordagens científicas e técnicas dos problemas sociais e, claro, a experiência humana.
A DSI é uma doutrina da acção. “Doutrina” apela a conteúdos teóricos. Mas trata-se de princípios para a práxis.
A DSI não é uma alternativa a sistemas político-económicos. Não é uma terceira via. Nota o que de positivo e (principalmente) negativo tem qualquer sistema e sugere a aplicação de princípios transformadores.
A DSI já teve vários nomes: Filosofia Cristã; Doutrina Social Católica; Doutrina Social dos Papas, Ensinamento Social da Igreja, Pensamento Social, Praxis Cristã. DSI é designação de Pio XII.
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